31 de mai. de 2026
Segurança

Operação Destroyer: PCGO desarticula braço de facção carioca em Aparecida de Goiânia

Quinta fase da ofensiva, batizada de "Overwatch", mobilizou 140 policiais nesta quarta-feira (6); líder regional que coordenava "tribunal do crime" está entre os presos.

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Editorial Diário Goiano
Foto: Reprodução/Polícia Civil
Foto: Reprodução/Polícia Civil

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), deflagrou na manhã desta quarta-feira, 6 de maio de 2026, a quinta fase da Operação Destroyer, denominada “Overwatch”. A ação teve como objetivo principal impedir a consolidação de uma facção criminosa oriunda do Rio de Janeiro em território goiano.

O Alvo: Expansão da Facção Carioca

As investigações, baseadas em vigilância contínua, identificaram que um braço da organização criminosa fluminense tentava se estabelecer na região de Aparecida de Goiânia. O grupo atuava de forma sistêmica no tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro.

O núcleo era comandado por um líder regional, preso durante a operação. De acordo com a DRACO, este indivíduo era o responsável por:

  • Distribuir entorpecentes para traficantes locais;
  • Utilizar familiares para ocultar a origem ilícita de capitais (lavagem de dinheiro);
  • Transmitir ordens diretas de lideranças do Rio de Janeiro para os membros em Goiás;
  • Coordenar punições e sequestros no contexto do chamado “tribunal do crime”.

Durante as buscas, os agentes encontraram até mesmo uma música composta em homenagem ao chefe local, exaltando sua influência na região.

Mobilização e Prisões

A Operação Overwatch contou com um forte aparato bélico e tecnológico:

  • Efetivo: Mais de 140 policiais civis;
  • Logística: Apoio de helicópteros e dezenas de viaturas táticas;
  • Abrangência: Mandados cumpridos em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Bonfinópolis, Jataí e Porangatu.

Além do líder regional, outras 10 pessoas foram presas por indícios de integração à organização. A maioria dos detidos já possuía antecedentes criminais. Embora o balanço total de ordens judiciais ainda esteja sendo atualizado, já foram confirmadas apreensões de porções de cocaína, outros entorpecentes e balanças de precisão.

Prejuízo Milionário ao Crime Organizado

A Operação Destroyer tem se consolidado como uma das maiores ofensivas contra o crime organizado em Goiás. Somadas as cinco fases, o prejuízo financeiro causado às facções já alcança o montante de R$ 235 milhões, incluindo o sequestro de imóveis, veículos e aeronaves.

Apenas nos últimos 50 dias, as forças de segurança efetuaram 129 prisões relacionadas a este inquérito. A fase anterior, realizada em 14 de abril, já havia resultado em mais de 50 detenções em cidades como Rio Verde e Ceres.

A ação de hoje integra a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), que promove uma resposta unificada e articulada entre as polícias de todo o país para o combate a grupos interestaduais.

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