31 de mai. de 2026
Segurança

Operação Destroyer: PCGO deflagra 4ª fase contra facção violenta e bloqueia R$ 10,5 milhões

Ofensiva batizada de “Ruptura” cumpriu 61 mandados de prisão em Goiás e outros três estados; grupo criminoso é investigado por tráfico, tortura e sequestros.

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Editorial Diário Goiano
Foto: Reprodução/Polícia Civil
Foto: Reprodução/Polícia Civil

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (GENARC) de Rio Verde – 8ª DRP, deflagrou na última terça-feira, 14 de abril de 2026, a quarta fase da Operação Destroyer, batizada de “Ruptura”. A ação visou desarticular uma organização criminosa de atuação interestadual e alta periculosidade.

Estrutura e Crimes de Alta Gravidade

As investigações, conduzidas de forma qualificada pela PCGO, revelaram que o grupo possuía uma estrutura hierarquizada com divisão funcional de tarefas. Embora o tráfico de drogas fosse a atividade principal e fonte de renda, a organização estava diretamente envolvida em crimes de extrema violência, como:

  • Homicídios qualificados;
  • Sessões de tortura;
  • Sequestros;
  • Lavagem de capitais.

Segundo a corporação, o grupo exercia forte influência em determinadas áreas, utilizando-se de intimidação e mecanismos de controle social para manter suas atividades ilícitas e dificultar o trabalho das forças de segurança.

Números da Operação e Bloqueio Milionário

A fase "Ruptura" concentrou esforços no estrangulamento financeiro da facção. Ao todo, foram cumpridos:

  • 61 mandados de prisão temporária;
  • 45 mandados de busca e apreensão domiciliar;
  • 21 afastamentos de sigilo bancário;
  • Sequestro de bens e valores que atingem o montante de R$ 10,5 milhões.

Com o fechamento desta fase, a Operação Destroyer já contabiliza um total histórico de 129 prisões contra o crime organizado em suas diferentes etapas.

Atuação Interestadual e Apoio Tático

A operação não se limitou ao território goiano, demonstrando a capacidade de expansão da facção e a resposta coordenada da polícia. As equipes atuaram simultaneamente em:

  • Goiás: Rio Verde, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Leopoldo de Bulhões e Santa Terezinha de Goiás.
  • Rio de Janeiro: Capital e São Gonçalo.
  • São Paulo: Jandira.
  • Mato Grosso: Cuiabá.

Para garantir a segurança em áreas de risco elevado, a ação contou com o suporte da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), do Grupo Tático 3 (GT3) e da Divisão de Operações Aéreas (DOA), que utilizou o helicóptero Escorpião 01 para monitoramento aéreo e deslocamento rápido de equipes táticas.

O objetivo final da PCGO é retomar o controle de áreas dominadas pela facção e neutralizar a expansão do grupo pelo interior de Goiás e estados vizinhos.

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