Operação Destroyer: PCGO deflagra 4ª fase contra facção violenta e bloqueia R$ 10,5 milhões
Ofensiva batizada de “Ruptura” cumpriu 61 mandados de prisão em Goiás e outros três estados; grupo criminoso é investigado por tráfico, tortura e sequestros.

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (GENARC) de Rio Verde – 8ª DRP, deflagrou na última terça-feira, 14 de abril de 2026, a quarta fase da Operação Destroyer, batizada de “Ruptura”. A ação visou desarticular uma organização criminosa de atuação interestadual e alta periculosidade.
Estrutura e Crimes de Alta Gravidade
As investigações, conduzidas de forma qualificada pela PCGO, revelaram que o grupo possuía uma estrutura hierarquizada com divisão funcional de tarefas. Embora o tráfico de drogas fosse a atividade principal e fonte de renda, a organização estava diretamente envolvida em crimes de extrema violência, como:
- Homicídios qualificados;
- Sessões de tortura;
- Sequestros;
- Lavagem de capitais.
Segundo a corporação, o grupo exercia forte influência em determinadas áreas, utilizando-se de intimidação e mecanismos de controle social para manter suas atividades ilícitas e dificultar o trabalho das forças de segurança.
Números da Operação e Bloqueio Milionário
A fase "Ruptura" concentrou esforços no estrangulamento financeiro da facção. Ao todo, foram cumpridos:
- 61 mandados de prisão temporária;
- 45 mandados de busca e apreensão domiciliar;
- 21 afastamentos de sigilo bancário;
- Sequestro de bens e valores que atingem o montante de R$ 10,5 milhões.
Com o fechamento desta fase, a Operação Destroyer já contabiliza um total histórico de 129 prisões contra o crime organizado em suas diferentes etapas.
Atuação Interestadual e Apoio Tático
A operação não se limitou ao território goiano, demonstrando a capacidade de expansão da facção e a resposta coordenada da polícia. As equipes atuaram simultaneamente em:
- Goiás: Rio Verde, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Leopoldo de Bulhões e Santa Terezinha de Goiás.
- Rio de Janeiro: Capital e São Gonçalo.
- São Paulo: Jandira.
- Mato Grosso: Cuiabá.
Para garantir a segurança em áreas de risco elevado, a ação contou com o suporte da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), do Grupo Tático 3 (GT3) e da Divisão de Operações Aéreas (DOA), que utilizou o helicóptero Escorpião 01 para monitoramento aéreo e deslocamento rápido de equipes táticas.
O objetivo final da PCGO é retomar o controle de áreas dominadas pela facção e neutralizar a expansão do grupo pelo interior de Goiás e estados vizinhos.
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